O peso-pena Yuri Marajó Alcântara aterrissa em Belém na manhã desta terça-feira (17), trazendo para casa a vitória contra o japonês Michihiro Omigawa, conquistada no Ultimate Fighting Championship (UFC) 142, o maior evento de MMA (mixed martial arts) do planeta.
A luta aconteceu na madrugada de domingo (15), no Rio de Janeiro, e o atleta marajoara foi declarado vencedor por decisão unânime dos juízes (30 a 27, 29 a 28 e 30 a 27).
Antes de voltar para o seu município de origem, Soure, Yuri ainda vai cumprir vários compromissos em Belém. Ele deve atender a imprensa nesses próximos dias e tem até jantar marcado com o governador do Pará, Simão Jatene.
Para os próximos dois meses, o plano é descansar e fazer uma rotina de treinos leves. Marajó, que tem contrato de exclusividade com a organização do UFC desde 2011, ainda não tem nenhuma luta prevista, mas está cada vez mais visado por suas 27 vitórias, sendo 13 consecutivas.
A LUTA
O combate contra Omigawa foi a segunda vitória de Yuri no UFC, pelo card preliminar do UFC Rio 2. Marajó aplicou bons golpes no início da luta e chegou a encaixar um arm-lock (chave-de-braço) nos últimos segundos do primeiro round, mas o japonês foi literalmente "salvo pelo gongo". O tempo de luta se esgotou enquanto Marajó quase quebrava o braço de Michihiro.
Esse lance gerou polêmica e comentários por parte do público que acompanhava a luta na Arena HSBC, pela TV ou pela internet. Omigawa teria “batido”, gesto que indica a desistência da luta, quando Marajó aplicou o arm-lock, mas o juiz reagiu de forma confusa. Primeiro, ele fez sinal de que a luta havia terminado. Depois fez um gesto de tempo.
Segundo o treinador e agente do paraense Frankiko, que acompanhava a luta na Arena HSBC, Marajó também viu a desistência de Omigawa. “Marajó ganhou a luta no primeiro round por finalização. Todos viram, menos o juiz. Apesar do abalo psicológico (por saber que ganhou a luta, mas tinha que continuar o combate), Yuri conseguiu manter o controle e vencer o combate”. Frankiko contou à reportagem do DOL que o japonês chegou a confessar no vestiário, após a luta, que “bateu” durante a chave-de-braço de Marajó.
Apesar de mostrar cansaço no último round, Marajó encerrou a luta “montado” (posicionado por cima) em Omigawa e encaixando uma sequência de socos. Mas o tempo mais uma vez salvou o japonês do nocaute, deixando a decisão por conta dos juízes.
A PREPARAÇÃO
Durante dez semanas, o atleta Yuri Marajó se preparou para enfrentar o oponente japonês, que é faixa preta em judô e possui 13 vitórias no cartel. Yuri esperava uma luta dura e muita resistência de Omigawa, mas treinou em todas as modalidades para garantir a superioridade técnica.
"Queríamos uma vitória por nocaute, mas Omigawa foi muito resistente durante o combate. Isso é uma característica da maioria dos lutadores japoneses", declarou Frankiko.
Marajó é faixa preta em jiu-jítsu e conhecido pela especialidade na luta marajoara, estilo desenvolvido na Ilha de Marajó muito semelhante à luta greco-romana, disputado em campo de argila. Frankiko detalha como foi a preparação de Marajó.
“Eu fiquei responsável pelo treino de jiu-jítsu, Fábio Henry pelo muay thai, Guilherme Trindade fez o preparo no boxe, e o irmão do Yuri, Ildemar Marajó, também ajudou nos treinos”, conta.
A equipe de treinadores sempre conversava para decidir os melhores esquemas de atividades. O objetivo foi deixar Yuri Marajó pronto para todas as estratégias do adversário.
FONTE: DOL

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